quinta-feira, 18 de setembro de 2014

iPhone 6 e iOS 8 - A APPLE ACELERA NA CONTRAMÃO E A CONCORRÊNCIA AGRADECE


Pelo visto, a Apple não resistiu ao obsoletismo programado da concorrência e mudou radicalmente suas postura e foco. Os primeiros sinais, que já vinham sendo apresentados desde a morte de Jobs, com o lançamento de um aparelho incoerente com o perfil da Apple: o iPhone 5C, finalmente se confirmaram com o lançamento do iPhone 6.

Outrora criadora de tendências, com sucesso absoluto no Ipod, dispositivo até hoje copiado por todas as marcas, e posteriormente com Iphone e Ipad, este praticamente fez o mundo conhecer (e ter necessidade) de um tablet, a Apple perdeu a linha e traiu a confiança dos seus usuários (verdadeiros fãs), que constituíam um dos universos mais fieis do mercado tecnológico.



Uns alegam que houve mudanças significativas no iPhone 6: maior definição na tela, estabilizador da fotos otimizado, ligações por wi-fi, mudança geográfica na tecla de desligar e travar a tela... Será mesmo? Vejamos...

Afinal, qual foi a grande inovação tecnológica para justificar um lançamento de um projeto totalmente novo?

A mudança da posição da tecla que desliga se deve ao aumento no tamanho, afinal, nem todos têm mãos de 25 cm de envergadura para alcançar o botão na posição anterior, ou seja, não foi uma mudança, foi uma necessidade.

Ligação por wifi? Essa é velha. De memória, pelo menos desde 2002 o Skype já era sucesso pelas ligações via Internet. Então, não considero avanço tecnológico, mas mero desenvolvimento de software, que já existia há muito no mercado.

A resolução de tela realmente é um avanço, contudo, totalmente inútil e, de fato, sem a menor utilidade. Qual parcela relevante dos usuários tem um uso que justifique a necessidade da tal resolução? É algo que foi imposto ao usuário, a Apple gastou com o projeto para inserir a tecnologia no iPhone 6 e está empurrando a conta. Sob um ponto de vista analógico, trata-se de uma verdadeira “venda casada” para cobrir os custos de uma tecnologia que, em regra, ninguém pediu ou precisa.



Sobre as fotos, enfim, dispensa comentários, afinal um smartphone é um smartphone e uma câmara fotográfica é uma câmara fotográfica. Existem muitos apps de câmaras do mercado, por melhor que seja a inovação nas fotos, não se justifica e não deveria dar causa a um “lançamento”.

O verdadeiro gargalo tecnológico não foi enfrentado: a bateria. Com a tecnologia atual, um usuário médio precisa carregar seu smartphone diariamente, e um usuário assíduo precisa andar com o carregador! Logicamente a duração da bateria é diretamente proporcional ao tamanho (e o iPhone 6 é maior), mas não resolve o problema, nem de longe.

Como comparativo, considero que as mudanças do iPhone 5 para o iPhone 5S foram mais relevantes do que as atuais (se é que houve), com a leitura de digital e novo processador.

Diante da ausência de inovações palpáveis, vamos às críticas.

A Apple demonstra profundo desespero em obter mais lucros (como se estivesse amargando prejuízos) ao “jogar o jogo da concorrência”, ou seja, investir nas “smart-telhas”. Afinal, o smartphone ainda é um telefone, e para ser assim classificado, precisa fazer chamadas de voz, quando seu dono o coloca próximo ao rosto. Neste uso, aparelhos com telas a partir de 4.5” começam a passar a impressão de serem aberrações prontas a engolir a cabeça de seus donos.



Nitidamente a Apple mandou mal. Entrou na onda das “smart-telhas” e DESCONTINUOU modelos com 4”. A Apple só pode ter uma pesquisa secreta que mostra a relevância do mercado dos interessados em “telhas-phone”. Quem é usuário de iPhone porque sabe realmente das suas vantagens (e não pela beleza ou status) pouco se importa para as telhas do mercado. O grande diferencial da Apple, que era ter um produto diferenciado (perdoe o trocadilho), se vai por água abaixo e isso pode ser o início do seu declínio.

Não há nenhum problema que as telhas da Apple fossem até maiores do que as da concorrência, mas descontinuar um produto que é sucesso absoluto? Parece uma espécie de ingenuidade leviana.

Quem possui o iPhone 5S, ex-modelo mais avançado da Apple, óbvio que não terá, a priori, nenhuma razão racional para trocá-lo, mas a longo prazo, será inevitavelmente necessário trocá-lo, devido aos avanços tecnológicos inerentes ao setor. Quando este dia chegar, uma parcela significativa procurará conhecer melhor a concorrência.

O filho querido, o melhor projeto até então da Apple, o iPhone, parece estar sendo deixado de lado, e o foco estaria agora no Apple Watch? Se assim for, poderá este ser o primeiro passo em falso para a queda do gigante do Vale do Silício?



O futuro é crítico para a Apple, pois após abalar a confiança dos seus fãs com a descontinuidade do modelo com tela de 4” e com o lançamento de um produto que copia as tendências da concorrência, no mínimo com desconfiança será recepcionado o novo iOS 8.


Texto por Erasto Tenório - imagens retiradas da internet (google).

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